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O sul do Líbano regista dezoito mortos após o colapso do frágil cessar-fogo

A esperança de paz esvaziou-se rapidamente no território libanês. Pelo menos 18 pessoas morreram e mais de 30 ficaram feridas numa intensa vaga de bombardeamentos conduzida pelo exército israelita, nu...

O sul do Líbano regista dezoito mortos após o colapso do frágil cessar-fogo
Panoramas — Imagem Ilustrativa

A esperança de paz esvaziou-se rapidamente no território libanês. Pelo menos 18 pessoas morreram e mais de 30 ficaram feridas numa intensa vaga de bombardeamentos conduzida pelo exército israelita, num claro desafio aos recentes esforços diplomáticos.

Os dados avançados pelo Ministério da Saúde Pública do Líbano revelam que a cidade de Haruf foi uma das mais atingidas, registando sete vítimas mortais. O conflito também provocou baixas do lado oposto, com as forças armadas de Israel a confirmarem a morte de quatro militares em combate.

O avanço militar e as justificações

O exército israelita defende que a operação militar atingiu posições estratégicas e operacionais do Hezbollah. O comando militar justifica a retoma dos ataques com repetidas violações do cessar-fogo por parte do grupo armado libanês.

Benjamin Netanyahu recusa recuar na ofensiva. O primeiro-ministro israelita deixou claro que as tropas vão manter as posições no país vizinho o tempo que considerarem necessário. A posição intransigente ficou reforçada com a publicação de um novo mapa militar que descarta qualquer retirada a curto prazo.

O xadrez diplomático bloqueado

A retoma dos bombardeamentos contraria o memorando de entendimento negociado entre os Estados Unidos e o Irão, que procurava travar as hostilidades na região. Israel e o Líbano mantêm canais de diálogo, mas as exigências de parte a parte bloqueiam um acordo definitivo.

A exigência de desarmamento do Hezbollah esbarra na resistência do movimento xiita, que rejeita liminarmente abandonar as armas enquanto a ocupação militar persistir. Em paralelo, o regime de Teerão condiciona qualquer avanço no processo de paz à retirada total das forças de Telavive.

A pressão contínua de Washington

Donald Trump mantém a pressão sobre os aliados no Médio Oriente. O Presidente norte-americano defende a urgência de um cessar-fogo total em todas as frentes de batalha, numa altura em que o governo de Israel tenta afastar-se dos compromissos assumidos.

A Casa Branca intensificou os avisos públicos através de JD Vance. O vice-presidente norte-americano sublinhou que a força armada não garante a segurança a longo prazo e acusou os críticos do acordo preliminar com o Irão de cederem ao pânico.

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