Estreito de Ormuz reabre com novo acordo de paz entre Estados Unidos e Irão
O bloqueio norte-americano aos portos iranianos no Estreito de Ormuz tem os dias contados. Os governos de Washington e Teerão alcançaram um memorando de entendimento para redefinir a gestão daquela vi...

O bloqueio norte-americano aos portos iranianos no Estreito de Ormuz tem os dias contados. Os governos de Washington e Teerão alcançaram um memorando de entendimento para redefinir a gestão daquela via marítima e aliviar as sanções económicas contra o regime iraniano.
O ministro dos Negócios Estrangeiros do Irão, Abbas Araghchi, revelou os contornos do pacto na televisão estatal. O texto impõe limites ao programa nuclear iraniano e traça uma resolução para o conflito no Líbano e noutras frentes ativas.
Exigência de respeito e avisos a Washington
A relação diplomática ganha novas bases com uma declaração escrita dos Estados Unidos. O documento reconhece a soberania do Irão e exige a paragem imediata das ameaças mútuas. Araghchi sublinha que o povo iraniano exige respeito, mas avisa que o país está preparado para retomar os combates se a diplomacia falhar.
A assinatura do memorando deve acontecer à distância durante os próximos dias. A validação do tratado final fica totalmente dependente do cumprimento estrito destas primeiras metas.
Omã partilha controlo de Ormuz
O fim das restrições americanas aos portos iranianos abre caminho a um novo sistema de controlo. O Irão e Omã preparam-se para divulgar um plano conjunto para gerir o Estreito de Ormuz, garantindo a estabilidade e a circulação numa das rotas marítimas mais críticas do mundo.
Acusações a Israel e mediação do Paquistão
O otimismo diplomático esbarra na oposição de Telavive. Araghchi acusa as autoridades israelitas de tentarem boicotar a reaproximação aos Estados Unidos e de procurarem pretextos para destruir o entendimento.
O conflito, espoletado pelos ataques israelo-americanos a 28 de fevereiro, aproxima-se assim do fim. O primeiro-ministro paquistanês, Shehbaz Sharif, atua como mediador no processo, apela ao fim das campanhas de desinformação e confirma a existência de um texto final consensual.
O presidente norte-americano, Donald Trump, reforça o cenário de paz iminente. O líder dos Estados Unidos planeia assinar o acordo definitivo durante este fim de semana, na Europa, garantindo o travão à ameaça nuclear iraniana.




























