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POLITICA

Pacote laboral arrisca chumbo no parlamento sob forte pressão da CGTP

A proposta do Governo para o setor do trabalho enfrenta uma forte oposição na Assembleia da República. O secretário-geral da CGTP, Tiago Oliveira, acredita que existem as condições ideais para derrota...

Pacote laboral arrisca chumbo no parlamento sob forte pressão da CGTP
Panoramas — Imagem Ilustrativa

A proposta do Governo para o setor do trabalho enfrenta uma forte oposição na Assembleia da República. O secretário-geral da CGTP, Tiago Oliveira, acredita que existem as condições ideais para derrotar o diploma na próxima votação. A estrutura sindical promete responsabilizar cada partido político pela sua posição.

Calendário legislativo gera revolta

O líder sindical acusa o executivo de Luís Montenegro de acelerar o processo de forma indevida. A votação na generalidade está prevista já para o dia 19 de junho.

O período oficial de discussão pública termina apenas a 2 de julho. Esta discrepância de datas levanta fortes críticas sobre a falta de respeito pelos prazos democráticos e o atropelo do debate na sociedade.

Protestos marcam o debate no parlamento

Para travar o avanço da lei, a CGTP convocou uma concentração em frente à Assembleia da República. O protesto acontece esta quinta-feira, coincidindo com o debate do pacote laboral em plenário.

A central sindical exige que as reivindicações dos trabalhadores influenciem diretamente os deputados. Caso o documento baixe à especialidade através de um requerimento, sem votação imediata na generalidade, a estrutura avisa que o escrutínio aos partidos manter-se-á implacável.

Liderança sindical e crise nos serviços públicos

Tiago Oliveira reivindicou o protagonismo da CGTP na condução da luta dos trabalhadores durante os últimos meses. O impacto da recente greve geral de 3 de junho serviu de exemplo para sublinhar a forte adesão popular, tanto no setor privado como no Estado.

O Governo volta a ser alvo de censura devido à inação noutras áreas sociais. A falta de respostas e a degradação sentida no Serviço Nacional de Saúde e na educação mantêm-se no topo das preocupações da estrutura sindical.

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