Cuba acusa os Estados Unidos de asfixiar a economia da ilha com um bloqueio total
A profunda crise energética e económica que paralisa Cuba está a agravar-se. Cortes de eletricidade de quase 40 horas consecutivas afetam Havana, enquanto o resto do país enfrenta falhas que chegam a ...

A profunda crise energética e económica que paralisa Cuba está a agravar-se. Cortes de eletricidade de quase 40 horas consecutivas afetam Havana, enquanto o resto do país enfrenta falhas que chegam a durar 72 horas.
Perante este cenário de colapso, o Governo cubano aponta o dedo aos Estados Unidos. Bruno Rodríguez, ministro dos Negócios Estrangeiros de Cuba, acusa Washington de aplicar um plano de asfixia económica que se assemelha a um autêntico bloqueio militar.
O cerco ao setor energético e petrolífero
As restrições norte-americanas impedem a venda de petróleo à ilha por parte de qualquer empresa internacional. A proibição estende-se ao fornecimento de peças e tecnologia essenciais para o funcionamento das centrais termoelétricas cubanas.
A estatal petrolífera CUPET também é alvo direto de sanções. A empresa, responsável pela extração e refinação de crude no país, está na mira de Washington devido à alegada expropriação ilegal de ativos que pertenciam a cidadãos norte-americanos.
Impacto nas parcerias internacionais e na economia
As medidas de retaliação resultam de uma ordem executiva assinada por Donald Trump, que ameaça sancionar entidades estrangeiras a operar em setores estratégicos cubanos, como a energia, mineração, defesa e serviços financeiros. Como consequência direta, diversas empresas mineiras e hoteleiras abandonaram o território caribenho.
A pressão externa afeta também a diplomacia da saúde. O Executivo cubano sublinha que os Estados Unidos ameaçam e chantageiam os países que mantêm acordos de cooperação médica com Cuba. Nações como as Honduras, Jamaica, Bahamas e Guatemala já terminaram ou alteraram as suas parcerias na área da saúde para evitar penalizações.
A economia estatal encontra-se praticamente paralisada após seis anos de recessão contínua. As estimativas oficiais apontam para uma contração de pelo menos 6,5% no corrente ano, o que agravará a quebra económica acumulada superior a 15% registada desde 2020.





























