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Trump cancela missão diplomática ao Paquistão em plena crise no Médio Oriente

O presidente dos Estados Unidos cancelou a viagem de Steve Witkoff e Jared Kushner a Islamabad, numa altura em que as tensões no Médio Oriente se agravam. O anúncio foi feito por Donald Trump em entre...

Trump cancela missão diplomática ao Paquistão em plena crise no Médio Oriente
Panoramas — Imagem Ilustrativa

Decisão surge após impasse nas negociações entre Washington e Teerão

O presidente dos Estados Unidos cancelou a viagem de Steve Witkoff e Jared Kushner a Islamabad, numa altura em que as tensões no Médio Oriente se agravam. O anúncio foi feito por Donald Trump em entrevista à Fox News este sábado.

Trump garantiu que o cancelamento da viagem não representa o regresso à guerra. O genro do presidente e o enviado especial teriam como objetivo mediar conversações indiretas com representantes iranianos no Paquistão.

Irão manifesta dúvidas sobre compromisso americano

O ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, Abbas Araghchi, deixou o Paquistão após uma ronda de negociações. Antes da partida, manifestou reservas: "Não sei se os EUA estão a levar a diplomacia a sério".

O Irão transmitiu ao governo paquistanês as suas exigências e preocupações relativamente às posições norte-americanas. Segundo Trump, "ninguém sabe quem manda" em Teerão, numa referência à estrutura de poder iraniana.

Netanyahu ordena ataques "com força" contra Hezbollah

O primeiro-ministro israelita Benjamin Netanyahu instruiu as Forças de Defesa de Israel a atacar posições do Hezbollah no Líbano "com força". A ordem surge apesar da trégua em vigor.

O Hezbollah tem lançado rockets e drones contra o norte de Israel e tropas estacionadas no sul do Líbano. O grupo libanês justifica os ataques como resposta a alegadas violações israelitas do cessar-fogo, realizando múltiplas operações diárias.

Crise humanitária e energética agrava-se

O conflito já causou a deslocação forçada de quase 400 mil crianças no Líbano. No plano económico, a TotalEnergies alertou para o risco de escassez de combustível na Europa caso o bloqueio do estreito de Ormuz se mantenha.

A Guarda Revolucionária iraniana classificou o controlo de Ormuz como uma "estratégia definitiva". O presidente francês Emmanuel Macron reiterou o objetivo de reabrir esta via marítima estratégica.

Desenvolvimentos operacionais

As autoridades iranianas detiveram quase 240 pessoas acusadas de colaborar com as operações militares dos EUA e Israel. Os Estados Unidos intercetaram um navio iraniano face à incerteza nas negociações.

O aeroporto de Teerão retomou os voos internacionais, sinalizando alguma normalização das operações no território iraniano. O primeiro-ministro paquistanês Shehbaz Sharif confirmou conversações telefónicas com o presidente iraniano Masoud Pezeshkian, reafirmando o papel de Islamabad como "facilitador honesto" para a paz regional.

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