Austrália fica de fora do bloqueio naval ao Irão imposto pelos EUA
Os Estados Unidos não consultaram a Austrália antes de anunciarem o bloqueio naval ao estreito de Ormuz. A confirmação foi feita por Anthony Albanese, primeiro-ministro australiano, que revelou não te...

Washington avança sem consultar Camberra
Os Estados Unidos não consultaram a Austrália antes de anunciarem o bloqueio naval ao estreito de Ormuz. A confirmação foi feita por Anthony Albanese, primeiro-ministro australiano, que revelou não ter sido contactado pela Administração de Donald Trump para colaborar na operação.
Em declarações à emissora pública ABC, Albanese recusou comentar a eficácia da medida norte-americana e centrou o discurso na necessidade de retomar o diálogo entre as partes.
Apelo ao regresso das negociações
"O objetivo deve ser a retoma das conversações de paz e o fim do conflito", afirmou o líder australiano. Albanese alertou para as consequências económicas da escalada de tensões, com particular destaque para o impacto nos mercados energéticos globais.
O Governo australiano mantém a defesa de uma solução negociada e manifestou preocupação com os efeitos de longo prazo da crise na estabilidade regional.
Bloqueio entra em vigor após falhanço das conversações
A medida foi anunciada depois de as negociações de cessar-fogo entre Washington e Teerão terem fracassado durante o fim de semana. O Comando Central das Forças Armadas dos EUA (Centcom) confirmou que o bloqueio começou às 16:00 (hora de Lisboa).
"O bloqueio vai ser aplicado de forma imparcial a navios de todas as nações que entrem ou saiam de portos e zonas costeiras do Irão, incluindo todos os portos iranianos no golfo Pérsico e no golfo de Omã", especificou o Centcom em comunicado.
A operação abrange todo o tráfego marítimo de entrada e saída nos portos iranianos, numa ação que promete agravar as tensões no Médio Oriente.




















