Greve geral da CGTP avança na quarta-feira para travar pacote laboral
A paralisação agendada para a próxima quarta-feira visa travar de imediato as novas alterações à lei laboral. Tiago Oliveira, secretário-geral da CGTP, garante que a mobilização será forte e rejeita e...

A paralisação agendada para a próxima quarta-feira visa travar de imediato as novas alterações à lei laboral. Tiago Oliveira, secretário-geral da CGTP, garante que a mobilização será forte e rejeita esperar pela discussão no parlamento.
Agir antes do prejuízo
O líder sindical recusa a ideia de que a greve convocada para 3 de junho seja precipitada. Esta crítica partiu da UGT, que considerou a ação fora de tempo.
Para Tiago Oliveira, adiar a luta significa perder terreno. O objetivo passa por envolver os trabalhadores na rua e pressionar o Governo e os partidos políticos desde já.
A CGTP sublinha que preparar uma greve geral exige tempo. A central prefere agir agora em vez de lamentar decisões futuras nos corredores da Assembleia da República.
Caminhos separados no movimento sindical
A UGT optou por ficar de fora desta paralisação. Tiago Oliveira evita críticas diretas, mas deixa um recado claro sobre a decisão da estrutura parceira.
O dirigente sublinha que os contactos entre as duas centrais aconteceram nos mesmos moldes do passado. Afirma ainda que cada organização terá de assumir a responsabilidade pelas suas escolhas.
Apesar da divisão tática, as duas entidades partilham um objetivo central. Ambas pretendem derrotar a atual proposta de revisão das leis do trabalho.
Mobilização abrangente e exclusão negocial
A ausência da UGT não diminui as expectativas da CGTP. O pré-aviso abrange todos os trabalhadores, sindicalizados ou não, e conta com o apoio de diversas estruturas não filiadas.
A estratégia do executivo merece duras críticas. Tiago Oliveira acusa o Governo de ignorar as propostas da CGTP durante as recentes rondas negociais.
O líder sindical recorda um episódio tenso ocorrido em meados de abril. A ministra do Trabalho reuniu-se à porta fechada com a UGT e os patrões antes do início formal da Concertação Social.
A CGTP sentiu-se excluída e condenou publicamente a atitude. A central garante manter uma postura diferente e assegura que nunca aceitaria ver um parceiro social afastado da mesa de negociações.




























