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POLITICA

Eleições do PSD avançam este sábado com Luís Montenegro como candidato único

O PSD avança para eleições diretas este sábado. Luís Montenegro é o único candidato à presidência do partido. O atual primeiro-ministro procura assim garantir a reeleição para um novo mandato de dois ...

Eleições do PSD avançam este sábado com Luís Montenegro como candidato único
Panoramas — Imagem Ilustrativa

O PSD avança para eleições diretas este sábado. Luís Montenegro é o único candidato à presidência do partido. O atual primeiro-ministro procura assim garantir a reeleição para um novo mandato de dois anos.

A ida às urnas estava prevista apenas para setembro. O líder social-democrata antecipou o calendário eleitoral com um objetivo claro: desafiar qualquer opositor interno a apresentar um caminho alternativo.

O peso das críticas internas

Este desafio antecipado serviu de resposta direta a Pedro Passos Coelho. O antigo líder do partido intensificou as críticas à atuação do Governo ao longo das últimas semanas.

Passos Coelho apontou recentemente uma falta de ritmo à atividade do executivo. Numa conversa pública ao lado de André Ventura, líder do Chega, comparou mesmo os políticos que tentam agradar a todos a "prostitutos sem caráter", embora sem explicitar os alvos das declarações.

Regras de voto e congresso à vista

Perto de 57 mil militantes estão aptos a votar. As urnas funcionam em todo o território nacional entre as 14h00 e as 19h00.

Uma alteração recente aos estatutos do partido alargou a base eleitoral. Os militantes precisam agora de ter apenas uma quota paga nos últimos dois anos para exercer o direito de voto.

Luís Montenegro regista o seu voto durante a tarde, na cidade de Espinho. Estas eleições servem também para escolher os delegados ao 43.º Congresso Nacional do PSD. A reunião magna está marcada para os dias 20 e 21 de junho, em Anadia, distrito de Aveiro.

Estratégia sem coligações à direita ou esquerda

O candidato único apresenta-se com a moção "Trabalhar - Fazer Portugal Maior". O documento reforça a recusa de qualquer solução de governo conjunta com o Chega ou com o Partido Socialista.

Montenegro rejeita, no entanto, a aplicação de "cercas sanitárias" na Assembleia da República. O líder assegura que a falta de um acordo de governação nunca vai significar uma rejeição do diálogo ou da negociação política com as restantes bancadas parlamentares.

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