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ECONOMIA

Moçambique prepara-se para crise de combustíveis provocada pelo conflito no Médio Oriente

O conflito no Médio Oriente pode desencadear uma crise de combustíveis em Moçambique a qualquer momento. O alerta foi deixado por Daniel Chapo, Presidente moçambicano, durante a abertura da II sessão ...

Moçambique prepara-se para crise de combustíveis provocada pelo conflito no Médio Oriente
Panoramas — Imagem Ilustrativa

Governo antecipa impacto da guerra entre Irão, EUA e Israel

O conflito no Médio Oriente pode desencadear uma crise de combustíveis em Moçambique a qualquer momento. O alerta foi deixado por Daniel Chapo, Presidente moçambicano, durante a abertura da II sessão ordinária da Organização da Juventude Moçambicana, em Maputo.

Chapo justificou a aposta do Governo no transporte público como estratégia preventiva para minimizar as consequências desta situação. O executivo está a disponibilizar viaturas para transporte colectivo em todo o país, com os 15 municípios das zonas centro e norte já abrangidos e a zona sul prevista para maio.

"Com transporte público podemos minimizar o impacto desta crise", afirmou o chefe de Estado, que falou também na qualidade de presidente da Frelimo.

Preços de importação já registam agravamento

As autoridades moçambicanas confirmam que estão a preparar medidas para atenuar os efeitos do aumento dos preços dos combustíveis. Felisbela Cunhete, diretora da Direção Nacional de Hidrocarbonetos e Combustíveis, reconheceu a imprevisibilidade do mercado internacional.

Após dois meses de estabilidade entre janeiro e fevereiro, os preços de importação agravaram-se em abril. A maior parte do combustível que abastece o mercado moçambicano provém do Médio Oriente, região diretamente afetada pelo conflito.

Estreito de Ormuz no centro da crise

A interrupção da circulação pelo Estreito de Ormuz provocou uma reação imediata dos mercados. Esta via transporta cerca de 20% do petróleo e parte significativa do gás natural liquefeito comercializados por via marítima.

Apesar do recente anúncio de trégua entre os Estados Unidos e o Irão ter gerado uma reação positiva dos mercados, os danos nas infraestruturas energéticas preocupam. Instalações de produção, refinarias e infraestruturas de logística e transporte foram destruídas durante o conflito.

"A reposição desses danos todos poderá levar algum tempo", explicou Felisbela Cunhete.

Executivo admite inevitabilidade do aumento

O Governo moçambicano reconhece que o país terá de absorver o aumento dos preços caso a situação se mantenha. "O Governo está ciente disso", admitiu a diretora da DNHC, acrescentando que o executivo já está preparado para implementar medidas que mitiguem o impacto na venda ao público.

A preocupação justifica-se pelo efeito multiplicador que o preço dos combustíveis tem em toda a economia moçambicana.

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