Hospitais portugueses perdem milhares de camas e Governo avança com acordos a 10 anos
O Governo vai negociar contratos a 10 anos com o setor social para resolver o bloqueio de camas no Serviço Nacional de Saúde (SNS). A garantia pertence a Ana Paula Martins, ministra da Saúde, que eleg...

O Governo vai negociar contratos a 10 anos com o setor social para resolver o bloqueio de camas no Serviço Nacional de Saúde (SNS). A garantia pertence a Ana Paula Martins, ministra da Saúde, que elege esta crise como uma prioridade absoluta para o país.
O impacto das altas médicas atrasadas
Quase 3.500 doentes permaneciam internados nos hospitais públicos no final de abril, apesar de já terem alta clínica. A falta de retaguarda familiar ou de vagas em lares impede a saída destes utentes.
Esta situação reduz a capacidade de resposta do SNS em 14,4%. Na prática, o volume de camas ocupadas de forma indevida equivale ao encerramento de 14 a 15 hospitais com cerca de 240 lugares cada.
Uma crise insustentável na saúde
A ministra da Saúde alerta para a gravidade dos números. O bloqueio atual tem o mesmo impacto prático que fechar em simultâneo três grandes unidades da capital: Santa Maria, São José e Lisboa Ocidental.
Portugal conta atualmente com 39 Unidades Locais de Saúde (ULS). Perder o equivalente a grande parte desta rede compromete o funcionamento de todo o sistema público.
Soluções partilhadas para a próxima década
O executivo recusa manter o cenário atual e exige uma união de esforços entre a Saúde e a Segurança Social. A resolução do problema exige medidas imediatas, mas também um planeamento a longo prazo.
Ana Paula Martins defende que a capacidade instalada atual é insuficiente. O Governo assume a urgência de expandir a rede de apoio comunitário durante a próxima década, através de novas parcerias com as Misericórdias e outras instituições sociais.



























