PUBLICIDADE
PORTUGAL

O turismo português perspetiva um verão de excelência apesar das feridas abertas no aeroporto de Lisboa

O setor do turismo antecipa uma época balnear forte. As previsões indicam que os próximos anos vão manter o ritmo atual. Francisco Calheiros, presidente da Confederação do Turismo de Portugal (CTP), g...

O turismo português perspetiva um verão de excelência apesar das feridas abertas no aeroporto de Lisboa
Panoramas — Imagem Ilustrativa

O setor do turismo antecipa uma época balnear forte. As previsões indicam que os próximos anos vão manter o ritmo atual. Francisco Calheiros, presidente da Confederação do Turismo de Portugal (CTP), garante que o mercado interno continua a sustentar a economia local.

Os aumentos de cinco a sete por cento nos preços finais não afastaram os portugueses. O líder da CTP rejeita frontalmente a ideia de que destinos como o Algarve se tornaram inacessíveis para os residentes.

O peso do aeroporto de Lisboa

Apesar das boas perspetivas, os recentes estrangulamentos nas chegadas à capital deixaram marcas profundas. Os atrasos diminuíram significativamente, mas a reputação do país sofreu um forte abalo nas redes sociais.

A CTP alerta que desligar sistemas informáticos para aliviar a pressão não resolve a crise estrutural. O Governo precisa de apresentar rapidamente a nova estratégia nacional para o setor.

Privatização da TAP e SATA

O modelo de venda da transportadora aérea gera insatisfação. A confederação defende a alienação total do capital da TAP aos privados.

Francisco Calheiros lamenta a ausência de mais concorrentes no processo de privatização. Critica ainda a exclusão da companhia açoriana SATA do pacote de vendas. A região autónoma regista quebras de oito por cento nos visitantes, agravadas pela saída da Ryanair e pela instabilidade internacional.

Bloqueios na legislação laboral

As negociações na concertação social esbarraram na falta de compromisso sindical. A CTP acusa a UGT de arrastar o processo e de bloquear um acordo abrangente.

Este impasse travou a subida do salário mínimo para os mil euros até 2027. O setor aceita a atual proposta em discussão no Parlamento, mas sublinha que um entendimento prévio teria sido crucial.

No plano interno, a CTP prepara-se para ir a votos. O atual líder espera que as duas candidaturas existentes cheguem a um consenso antes de irem a sufrágio.

PUBLICIDADE