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PORTUGAL

Operadores do Douro exigem respostas sobre impacto do Air Invictus na navegação fluvial

A Associação das Atividades Marítimo-Turísticas do Douro (AAMTD) formalizou um pedido urgente de esclarecimentos sobre os impactes que o evento Air Invictus terá na navegação, infraestruturas portuári...

Operadores do Douro exigem respostas sobre impacto do Air Invictus na navegação fluvial
Panoramas — Imagem Ilustrativa

Associação formaliza pedido de esclarecimentos à APDL

A Associação das Atividades Marítimo-Turísticas do Douro (AAMTD) formalizou um pedido urgente de esclarecimentos sobre os impactes que o evento Air Invictus terá na navegação, infraestruturas portuárias e atividade económica do rio. O evento aéreo está agendado para 19, 20 e 21 de junho no Porto.

A organização do Air Invictus, que sucede ao extinto Red Bull Air Race, reuniu-se com a Administração dos Portos do Douro, Leixões e Viana do Castelo (APDL) e revelou que a autorização definitiva da Autoridade Nacional da Aviação Civil (ANAC) só será emitida 15 dias antes da realização.

Prazo de 15 dias considerado insuficiente

Hugo Bastos, diretor de Operações da Douro Azul e membro da direção da AAMTD, classifica o calendário como "simplesmente incompatível com a realidade operacional" dos associados. "Os 15 dias não são um pré-aviso, são uma desconsideração", afirma.

Os operadores planeiam a atividade com dois a três anos de antecedência e têm reservas confirmadas, contratos assinados e embarcações comprometidas com rotas licenciadas. A paragem total da navegação durante os três dias de prova coloca em causa anos de trabalho e investimento.

Navegação completamente paralisada durante três dias

O evento utilizará o plano de água e o espaço aéreo do Douro como palco central, o que implica a interrupção completa da navegação. "Não se entra nem se sai, a mobilidade no rio paralisa por completo. E não temos outros locais para recolocar as embarcações", explica Hugo Bastos.

A AAMTD sublinha que o negócio sustenta milhares de colaboradores diretos e alerta para prejuízos de milhões de euros, tanto diretos como indiretos, sobre turismo, restauração e toda a cadeia económica dependente da atividade fluvial.

Associação exige resposta escrita em uma semana

A entidade pediu à APDL informação detalhada sobre interdições totais ou parciais, janelas horárias de suspensão, alterações aos canais de circulação, impactos no uso dos cais, responsabilidades e mecanismos de ressarcimento por eventuais prejuízos.

"Precisamos de uma resposta concreta, não oral, mas escrita, com datas, restrições e soluções reais. Se não podemos acostar as nossas embarcações, qual é a solução?", questiona Hugo Bastos.

A AAMTD reconhece o valor promocional do evento para o Porto e a região e garante que não se opõe, por princípio, à realização do Air Invictus. Contudo, defende que "o Douro não pode ser encerrado sem aviso suficiente, quando estamos a pouco mais de um mês da realização do evento, sem alternativas, sem compensações pensadas".

Fundada em 2018, a AAMTD representa 33 operadores do turismo fluvial na Via Navegável do Douro, incluindo navios-hotéis, cruzeiros diários e embarcações de animação turística.

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