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POLITICA

Washington apaga o nome de Donald Trump da fachada do Kennedy Center

Os trabalhos de remoção arrancaram de madrugada. O nome de Donald Trump desapareceu da fachada do Kennedy Center, em Washington, após uma intensa batalha judicial.

Washington apaga o nome de Donald Trump da fachada do Kennedy Center
Panoramas — Imagem Ilustrativa

Os trabalhos de remoção arrancaram de madrugada. O nome de Donald Trump desapareceu da fachada do Kennedy Center, em Washington, após uma intensa batalha judicial.

Operários cobertos por lonas trabalharam até às 03:30 da manhã para cumprir a ordem do tribunal. As fortes tempestades na região forçaram um ligeiro atraso, mas a administração garantiu a conclusão da tarefa durante o fim de semana.

O fim da influência no edifício

A decisão judicial de 29 de maio exigiu uma limpeza total. O conselho de administração teve duas semanas para apagar qualquer referência a Donald Trump no espaço físico, na página de internet e nas marcas registadas da instituição. A ordem dita que apenas o nome do antigo presidente John F. Kennedy pode figurar no local.

A plataforma online do centro cultural eliminou a referência na segunda-feira. No exterior do edifício, dezenas de cidadãos juntaram-se na praça para festejar a retirada das letras, gritando palavras de ordem. A deputada democrata Joyce Beatty, uma das impulsionadoras da queixa na justiça, acompanhou o momento.

A retaliação e o travão às obras

O atual presidente norte-americano ameaçou ripostar contra a decisão. Trump expressou a intenção de colaborar com o Congresso para assumir o controlo direto da emblemática sala de espetáculos.

Após ignorar o Kennedy Center durante o seu primeiro mandato, o governante alterou a postura de forma radical. Destituiu a gestão anterior, instalou uma equipa de aliados, nomeou-se presidente do conselho e impôs o seu nome na fachada.

O juiz Christopher Cooper foi mais longe nas suas determinações. O tribunal bloqueou os planos do governo para fechar o edifício em julho, travando uma renovação profunda com a duração prevista de dois anos.

Os responsáveis do Kennedy Center tentaram um último recurso na sexta-feira. A equipa alertou para danos estruturais críticos, avisando que várias vigas e o teto da garagem apresentam elevado risco de colapso sobre os visitantes. O tribunal chumbou o pedido e manteve o complexo aberto.

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