Andaluzia dita vitória sem maioria absoluta para o PP e queda histórica do PSOE
A região da Andaluzia volta a baralhar o xadrez político de Espanha. O Partido Popular (PP) venceu as eleições regionais, mas perdeu a confortável maioria absoluta. Em paralelo, o Partido Socialista (...

A região da Andaluzia volta a baralhar o xadrez político de Espanha. O Partido Popular (PP) venceu as eleições regionais, mas perdeu a confortável maioria absoluta. Em paralelo, o Partido Socialista (PSOE) de Pedro Sánchez afundou para o pior resultado de sempre naquele que já foi o seu maior bastião.
Com mais de 99% dos votos escrutinados, o cenário estabilizou. O PP garantiu 41,5% dos votos e 53 deputados. Faltaram apenas dois mandatos para atingir a marca mágica dos 55, necessária para governar sozinho. O recuo é evidente quando comparado com as eleições anteriores, altura em que a direita conseguiu 58 lugares e uma maioria absoluta inédita.
O dilema com a extrema-direita
Juanma Moreno, candidato do PP e presidente regional desde 2019, enfrenta agora um cenário complexo. Durante a campanha, o líder conservador pediu uma maioria clara para evitar depender do Vox.
A extrema-direita consolidou a terceira posição. O partido arrecadou 13,8% dos votos e conquistou 15 assentos no parlamento andaluz, somando mais um deputado do que na legislatura anterior. Importa lembrar que foi precisamente na Andaluzia, em 2018, que o Vox entrou pela primeira vez num parlamento espanhol.
Descalabro histórico dos socialistas
O PSOE continua a perder terreno no sul do país. A candidatura liderada por Maria Jesus Montero, antiga ministra das Finanças e figura central na direção de Pedro Sánchez, não conseguiu travar a sangria de votos.
Os socialistas registaram uns parcos 22,7% e elegeram apenas 28 deputados, menos dois do que no sufrágio anterior. Este resultado agrava a crise do partido numa região que governou de forma ininterrupta durante 37 anos.
A ascensão da esquerda regional
O grande destaque da noite eleitoral vai para o Em Frente Andaluzia. A força política de esquerda nacionalista regional duplicou a sua base de apoio.
O partido saltou de 4,58% para 9,6% das preferências. Esta subida expressiva traduz-se em oito deputados, um salto enorme face aos dois que possuía. A coligação Pela Andaluzia manteve a sua representação intacta com cinco mandatos.
O impacto na política nacional
Espanha vive um ciclo eleitoral intenso. Estas foram as quartas eleições regionais em menos de cinco meses, sucedendo a idas às urnas na Extremadura, Aragão e Castela e Leão.
O PP venceu todas estas disputas, mas sempre sem maioria absoluta. Nas regiões da Extremadura e Aragão, a extrema-direita aproveitou a fragilidade parlamentar para negociar a entrada nos governos. Os acordos incluíram medidas como a "prioridade nacional" no acesso a serviços públicos, algo que Juanma Moreno criticou abertamente, mas que assombra agora o seu novo mandato.





























