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Zimbabué recupera estátua centenária e restos mortais da era colonial

O Zimbabué recebeu de volta restos mortais centenários e uma estátua de pedra-sabão do Pássaro do Zimbabué, símbolo nacional do país. A cerimónia decorreu esta terça-feira na Cidade do Cabo, com autor...

Zimbabué recupera estátua centenária e restos mortais da era colonial
Panoramas — Imagem Ilustrativa

Cerimónia marca regresso de artefactos sagrados

O Zimbabué recebeu de volta restos mortais centenários e uma estátua de pedra-sabão do Pássaro do Zimbabué, símbolo nacional do país. A cerimónia decorreu esta terça-feira na Cidade do Cabo, com autoridades de ambas as nações presentes.

A entrega incluiu oito caixões cobertos com a bandeira zimbabueana, que continham restos mortais exumados de forma não ética há mais de um século. O Reverendo Paul Damasane, representante do Governo do Zimbabué, confirmou que os restos serão estudados e posteriormente devolvidos ao local de origem.

Estátua sagrada retirada no século XIX

A escultura em pedra-sabão representa uma águia e pertence a um conjunto de artefactos saqueados das ruínas do Grande Zimbabué, cidade construída entre os séculos XI e XIII. Um explorador britânico removeu a peça do pedestal original no final do século XIX.

Cecil John Rhodes, magnata britânico e primeiro-ministro da Colónia do Cabo entre 1890 e 1896, adquiriu a estátua. A peça permaneceu no quarto do imperialista, numa casa agora convertida em museu na Cidade do Cabo.

Repatriamento após 140 anos

"Quase 140 anos depois de a primeira ter sido levada e vendida a Cecil John Rhodes, esta mesma estátua está finalmente a iniciar a sua viagem de regresso a casa", declarou o Ministério da Cultura sul-africano.

Outras estátuas do conjunto foram devolvidas em 1981, um ano após a independência do Zimbabué. As peças têm cerca de 33 centímetros de altura e estavam originalmente colocadas sobre colunas de pedra com um metro de altura.

Símbolo nacional presente no quotidiano

O Pássaro do Zimbabué é o emblema nacional do país e aparece em notas, moedas e na bandeira. A restituição insere-se num movimento global de repatriamento de artefactos africanos saqueados durante o período colonial, reclamados pelo seu valor histórico e cultural.

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