EUA e Irão preparam nova ronda de negociações no Paquistão
Os Estados Unidos e o Irão preparam-se para retomar as negociações diplomáticas no Paquistão. Donald Trump confirmou que as conversações podem arrancar nos próximos dois dias, numa tentativa de desanu...

Conversações diplomáticas avançam nos próximos dias
Os Estados Unidos e o Irão preparam-se para retomar as negociações diplomáticas no Paquistão. Donald Trump confirmou que as conversações podem arrancar nos próximos dois dias, numa tentativa de desanuviar as tensões no Médio Oriente.
O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, considera "altamente provável" que as negociações avancem. Esta será a segunda ronda de conversações entre Washington e Teerão.
Propostas iranianas em cima da mesa
Segundo fontes diplomáticas, o Irão terá proposto uma suspensão das atividades nucleares por cinco anos. Teerão exige ainda compensações financeiras dos países que participaram nas operações militares norte-americanas e israelitas na região.
O presidente iraniano alertou que as ameaças dos EUA apenas agravam a situação. A posição surge depois de Trump ter advertido que navios iranianos seriam alvo de "eliminação imediata" caso mantenham o bloqueio no Estreito de Ormuz.
Impacto económico já se faz sentir
Os preços do petróleo registaram quedas face às expectativas de retoma do diálogo entre as duas potências. A Agência Internacional de Energia e o Fundo Monetário Internacional alertam para um impacto "global e altamente assimétrico" do conflito.
Em Portugal, as reservas de produtos petrolíferos diminuíram para 82 dias. Apesar disso, o país mantém-se longe dos critérios que definem uma crise energética.
Tensões paralelas com aliados europeus
Trump criticou a primeira-ministra italiana Giorgia Meloni, dizendo estar "chocado" porque "achava que ela tinha coragem". A Itália suspendeu o acordo de defesa com Israel.
O Papa respondeu às críticas do presidente norte-americano, afirmando não ter medo do governo americano e insistindo que Deus não está do lado "dos prepotentes".
Líbano no centro das atenções diplomáticas
O secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, falou numa "oportunidade histórica" antes das discussões de paz sobre o Líbano. As negociações entre o Líbano e Israel decorrem em Washington, com a participação de Rubio.
Portugal juntou-se a um conjunto de países que apela à integração do Líbano num cessar-fogo abrangente. Israel aponta o Hezbollah como "o problema" para alcançar a paz, enquanto o movimento libanês não reconhece a iniciativa diplomática em curso.
O líder da Mossad garantiu que a operação para mudar o regime ainda não terminou. O Fundo Monetário Internacional reviu em baixa as previsões de crescimento para a região.




















