Plataformas da Meta fazem disparar queixas sobre serviços digitais em Portugal
Suspender ou remover contas sem justificação clara está a esgotar a paciência dos utilizadores. No primeiro trimestre de 2026, as queixas na Autoridade Nacional de Comunicações (Anacom) contra serviço...

Suspender ou remover contas sem justificação clara está a esgotar a paciência dos utilizadores. No primeiro trimestre de 2026, as queixas na Autoridade Nacional de Comunicações (Anacom) contra serviços digitais triplicaram face ao ano anterior, atingindo as 98 ocorrências.
A Meta concentra mais de metade do descontentamento nacional. O Instagram lidera a lista com 29% das reclamações, seguido de perto pelo Facebook com 27%.
O WhatsApp e o TikTok apresentam valores residuais, gerando apenas 4% das queixas cada um. As restantes participações dividem-se por mais de duas dezenas de outros prestadores. Na sua maioria, são grandes plataformas sediadas noutros países europeus.
Bloqueios de contas motivam revolta
O encerramento ou a limitação de perfis e conteúdos é o principal rastilho para o aumento destas queixas. Os utilizadores consideram estas medidas abusivas e injustificadas face aos termos de utilização de cada rede.
Só este motivo gerou 54 denúncias à Anacom. O valor representa 55% do total de ocorrências registadas nos primeiros três meses do ano.
Mau atendimento aos utilizadores cresce
A incapacidade das empresas em lidar com os problemas dos clientes é a falha com o maior crescimento. Num espaço de doze meses, os casos de mau tratamento de reclamações dispararam de uma única queixa para 19 registos.
A denúncia de conteúdos ilegais surge em segundo lugar, motivando 25 reclamações. A entidade reguladora encaminhou logo estas situações para as autoridades competentes. Já as questões de identidade e segurança representam apenas 5% das participações.
Regulador português envia processos para a Europa
A Anacom transferiu 38 queixas com indícios de violação do Regulamento dos Serviços Digitais para outros coordenadores europeus.
A Irlanda, país onde reside a maioria das sedes das gigantes tecnológicas na Europa, recebeu a esmagadora maioria destas transferências, com 36 casos. Os restantes processos seguiram para as autoridades do Luxemburgo e dos Países Baixos.





























