Luís Montenegro entrega nova estratégia para guiar o PSD num ciclo sem eleições até 2028
Luís Montenegro formaliza esta segunda-feira a sua terceira moção de estratégia global para o Partido Social Democrata. O documento traça o rumo do partido para os próximos dois anos, um período marca...

Luís Montenegro formaliza esta segunda-feira a sua terceira moção de estratégia global para o Partido Social Democrata. O documento traça o rumo do partido para os próximos dois anos, um período marcado pela ausência de atos eleitorais programados até ao outono de 2028.
A entrega da proposta coincide com o prazo limite para a formalização de candidaturas às eleições diretas de 30 de maio. Para validar o documento, o atual líder do PSD e primeiro-ministro precisa de apresentar 1500 assinaturas até às 18:00. O calendário político prevê uma pausa nas urnas até às eleições regionais dos Açores, seguidas de um intenso ciclo em 2029 que inclui europeias, legislativas, autárquicas e regionais da Madeira.
O desafio da governação em minoria
A nova folha de rota foca-se na estabilidade e eficácia do Governo. Sem maioria absoluta, a Aliança Democrática (PSD e CDS-PP) segura apenas 91 deputados. O atual cenário parlamentar exige negociação constante, especialmente num hemiciclo onde o Chega assumiu o papel de segunda força política com 60 mandatos, atirando o Partido Socialista para a terceira posição com 58 eleitos.
Estratégias passadas e cenários imprevistos
A história mostra que os planos de Luís Montenegro costumam esbarrar em alterações drásticas do panorama político. A primeira moção, apresentada em maio de 2022, preparava o PSD para uma oposição dura à maioria absoluta do PS. A queda do executivo de António Costa alterou o rumo dos acontecimentos e antecipou o regresso dos sociais-democratas ao poder.
O segundo documento estratégico, entregue no verão de 2024, também enfrentou sobressaltos. Embora o PSD tenha cumprido a meta de vencer as eleições autárquicas de 2025, a aposta nas presidenciais de 2026 falhou. O partido apoiou Luís Marques Mendes, mas o candidato ficou num modesto quinto lugar numa corrida que culminou com a vitória histórica de António José Seguro sobre André Ventura.
Reformas políticas no horizonte
A moção anterior sublinhava compromissos herdados do programa governativo, como o combate à corrupção e a redução da carga fiscal. O texto incluía também propostas de reforma do sistema político que ainda aguardam concretização. O debate sobre o direito de voto aos 16 anos, o voto por correspondência na diáspora e a alteração à lei de financiamento dos partidos são dossiês que ganham agora nova vida nesta estratégia a longo prazo.



























