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POLITICA

Líder do PS trava inquérito sobre as Lajes e acusa Paulo Rangel de nervosismo

José Luís Carneiro recusa a criação de uma comissão de inquérito parlamentar sobre a utilização da Base das Lajes pelos Estados Unidos. O líder socialista prefere chamar o ministro dos Negócios Estran...

Líder do PS trava inquérito sobre as Lajes e acusa Paulo Rangel de nervosismo
Panoramas — Imagem Ilustrativa

José Luís Carneiro recusa a criação de uma comissão de inquérito parlamentar sobre a utilização da Base das Lajes pelos Estados Unidos. O líder socialista prefere chamar o ministro dos Negócios Estrangeiros ao Parlamento para esclarecer as declarações polémicas do secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio.

Exigência de escrutínio no Parlamento

O secretário-geral do PS considera vital ouvir Paulo Rangel na Comissão dos Negócios Estrangeiros. Carneiro afasta a proposta do PCP e do Bloco de Esquerda para um inquérito formal. Na sua visão, basta que o ministro responda com clareza aos deputados.

A divergência surge após Marco Rubio afirmar que Portugal cedeu a base militar sem questionar os fins. Carneiro lembra que aliados europeus como o Reino Unido, a Alemanha, a França e a Itália agiram de forma diferente. O líder do PS nota o desconforto de Rangel, mas considera o nervosismo do ministro injustificado.

Condições para o uso militar

O tema começou a ganhar forma no final de fevereiro. O primeiro-ministro, Luís Montenegro, contactou José Luís Carneiro para sondar a posição socialista. O PS rejeitou desde logo qualquer intervenção militar à margem das Nações Unidas ou do direito internacional.

O Governo garantiu ao PS que impôs três regras rigorosas aos Estados Unidos. A Base das Lajes serviria apenas para apoio logístico a retaliações proporcionais, nunca para atos diretos de guerra ou ataques a civis. Os socialistas concordaram com estes termos e validaram a posição na Assembleia da República.

O silêncio do Governo

As palavras recentes de Marco Rubio geraram um choque de versões. O chefe da diplomacia norte-americana sugeriu uma autorização prévia e incondicional por parte de Portugal. O Ministério dos Negócios Estrangeiros desmentiu de imediato, assegurando que o pedido americano chegou apenas após o ataque ao Irão e mediante condições rígidas.

Paulo Rangel recusa agora alimentar a polémica. O ministro afirma que já foi muito claro sobre o assunto e atira as responsabilidades para quem criou a confusão política. O debate promete aquecer nos próximos dias com a audição pedida pelos socialistas.

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