Montenegro defende reforma laboral e apela à cedência dos sindicatos
O primeiro-ministro Luís Montenegro defendeu esta sexta-feira, em Melgaço, que a postura do executivo sobre a reforma laboral não é teimosia, mas sim uma convicção política legitimada pelos eleitores....

Governo mantém-se firme na proposta de alteração das leis laborais
O primeiro-ministro Luís Montenegro defendeu esta sexta-feira, em Melgaço, que a postura do executivo sobre a reforma laboral não é teimosia, mas sim uma convicção política legitimada pelos eleitores. Montenegro reafirmou que o Governo "valoriza o trabalho" e que as leis podem evoluir para tornar a economia portuguesa mais competitiva.
Porta aberta ao diálogo com os parceiros sociais
Apesar da greve geral convocada pela CGTP-IN para 3 de junho, Montenegro garante que existe "sempre espaço" para negociar em Concertação Social. O primeiro-ministro sublinhou que o Governo já demonstrou capacidade de cedência e lançou um desafio aos sindicatos: "Queremos dar aos parceiros sociais sindicais uma última oportunidade para poder também manifestar cedência".
Montenegro revelou ainda que, durante as negociações, a UGT foi o sindicato que menos cedeu nas suas posições. "A UGT tem direito a não ceder, não tem é direito de dizer que a teimosia é nossa. Isso não é justo e não é real", afirmou.
Parlamento terá a última palavra
O chefe do Governo deixou claro que, caso não se chegue a um acordo em Concertação Social, caberá à Assembleia da República decidir. Montenegro não revelou se procurará o apoio do Chega, mas admitiu que há "partidos políticos que, antes de negociar, fecham a porta".
Resposta às manifestações do 1º de Maio
Reagindo aos protestos contra a reforma laboral que marcaram as comemorações do Dia do Trabalhador, Montenegro afirmou que os manifestantes representam "uma pequena parte" da população. "A grande maioria do povo acreditou neste projeto e tenho a expetativa que o compreende", declarou.
O primeiro-ministro reforçou que tem "obrigação de ser consequente com as ideias" que apresentou aos portugueses e que pretende construir uma sociedade "que tenha como princípio que vale a pena trabalhar".
Montenegro garantiu que o executivo não abdica das suas convicções, lembrando que foi eleito pela vontade maioritária dos eleitores. O objetivo passa por criar legislação que permita gerar mais rendimento e aumentar a competitividade da economia nacional.



























