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POLITICA

Greve do Ministério Público adia decisão da Operação Babel para maio

A decisão judicial da Operação Babel foi adiada para 8 de maio, às 9h30. A leitura do acórdão estava prevista para esta sexta-feira, mas a greve do Ministério Público obrigou ao adiamento.

Greve do Ministério Público adia decisão da Operação Babel para maio
Panoramas — Imagem Ilustrativa

Acórdão marcado para maio

A decisão judicial da Operação Babel foi adiada para 8 de maio, às 9h30. A leitura do acórdão estava prevista para esta sexta-feira, mas a greve do Ministério Público obrigou ao adiamento.

Os seis arguidos individuais e os representantes das dez empresas envolvidas compareceram esta manhã no tribunal, onde foram informados da nova data.

Patrocínio Azevedo mantém-se confiante

O ex-vice-presidente da Câmara de Vila Nova de Gaia, Patrocínio Azevedo, falou aos jornalistas à saída do tribunal. "Só falarei no final do julgamento. Até lá, estou com a consciência perfeitamente tranquila de que nada fiz que prejudicasse Gaia nem os gaienses", declarou.

Azevedo afirmou que a sua vida está "completamente adiada e destruída", mas mantém a confiança na justiça. "Independentemente daquilo que seja o veredito, a minha consciência está tranquila", insistiu.

Processo envolve 16 arguidos

A Operação Babel investiga alegadas irregularidades nos processos de licenciamento urbanístico em Vila Nova de Gaia. O processo conta com 16 arguidos: seis pessoas singulares e dez empresas.

Patrocínio Azevedo é o principal arguido. Esteve 23 meses em prisão preventiva e enfrenta acusações de corrupção passiva, prevaricação, participação económica em negócio, tráfico de influência, abuso de poderes, branqueamento e recebimento indevido de vantagem.

Outros arguidos principais

Enfrentam as mesmas acusações o empresário imobiliário Paulo Malafaia, o fundador do grupo Fortera Elad Dror, e o advogado João Pedro Lopes.

A antiga diretora municipal de Urbanismo e Ambiente de Gaia, Luísa Aparício, e o economista Jordi Busquets respondem por corrupção e prevaricação.

Interesses de 300 milhões de euros

As autoridades investigam a suposta manipulação de normas e instrução de processos de licenciamento urbanístico. Os esquemas terão beneficiado promotores ligados a projetos de elevada densidade e magnitude até 2022.

Os interesses imobiliários em causa rondam os 300 milhões de euros. A acusação aponta para a oferta e aceitação de contrapartidas financeiras em troca de favorecimentos nos licenciamentos.

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