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POLITICA

Forças de segurança protestam contra cortes nas pensões que podem chegar aos 40%

Milhares de profissionais das forças de segurança reuniram-se hoje em frente à residência oficial do primeiro-ministro, em Lisboa. O protesto junta elementos da PSP, GNR, guardas prisionais e Polícia ...

Forças de segurança protestam contra cortes nas pensões que podem chegar aos 40%
Panoramas — Imagem Ilustrativa

Mil agentes concentram-se em Lisboa contra reforma do sistema de pensões

Milhares de profissionais das forças de segurança reuniram-se hoje em frente à residência oficial do primeiro-ministro, em Lisboa. O protesto junta elementos da PSP, GNR, guardas prisionais e Polícia Marítima contra alterações no cálculo das reformas.

Cortes podem ultrapassar os 30% do valor da pensão

As novas regras para as reformas das forças de segurança e militares apontam para uma convergência com o regime geral da Segurança Social. Na prática, as pensões passam de 90% para valores entre 60% e 70% do último ordenado recebido.

Paulo Santos, secretário-geral da Comissão Coordenadora Permanente (CCP) dos Sindicatos e Associações dos Profissionais das Forças e Serviços de Segurança, alertou para o impacto geracional das medidas. "Os mais jovens podem vir a ter cortes superiores aos 40%", afirmou aos jornalistas.

Parlamento chumba propostas para manter reformas a 90%

A contestação ganhou força após a Assembleia da República ter rejeitado, no passado dia 27 de fevereiro, iniciativas do Chega e do PCP. As propostas pretendiam aumentar o complemento de pensão para garantir que as reformas correspondessem a 90% do último vencimento.

Organização supera expectativas de adesão

A concentração foi convocada pela CCP, que reúne estruturas da PSP, GNR, guardas prisionais, ASAE e Polícia Marítima. A iniciativa recebeu ainda apoio de sindicatos e associações de sargentos, chefes e oficiais.

Segundo a organização, a adesão ultrapassou as expectativas iniciais, com cerca de 1.000 participantes no protesto.

Alterações legislativas em vigor desde 2005

Paulo Santos, que é também presidente da Associação Sindical dos Profissionais da Polícia (ASPP/PSP), sublinhou que o protesto visa contestar "o grave erro do corte de pensões previsto em alterações legislativas feitas desde 2005".

As mudanças dependem da data de inscrição na Caixa Geral de Aposentações e introduzem limites etários de 60 anos e de tempo de serviço para acesso à reforma.

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