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MUNDO

UNICEF alerta: 20 milhões de crianças em perigo com quebra recorde na ajuda internacional

A UNICEF emitiu um alerta grave na terça-feira: a ajuda internacional sofreu a maior queda anual alguma vez registada em 2025. A cooperação diminuiu 23%, colocando mais de 20 milhões de crianças e fam...

UNICEF alerta: 20 milhões de crianças em perigo com quebra recorde na ajuda internacional
Panoramas — Imagem Ilustrativa

Quebra histórica na cooperação internacional

A UNICEF emitiu um alerta grave na terça-feira: a ajuda internacional sofreu a maior queda anual alguma vez registada em 2025. A cooperação diminuiu 23%, colocando mais de 20 milhões de crianças e famílias em situação de risco.

Cinco países concentram quase toda a responsabilidade por esta redução drástica. Alemanha, Estados Unidos, Reino Unido, Japão e França respondem por 95,7% dos cortes nos fundos destinados ao Fundo das Nações Unidas para a Infância.

Décadas de progresso ameaçadas

A agência da ONU sublinha que os avanços conquistados ao longo de décadas podem estar em causa. Desde 1990, a mortalidade infantil caiu 60%. O acesso a vacinas, água potável e educação salvou pelo menos 154 milhões de vidas nos últimos 50 anos — uma vida a cada 10 segundos.

A crescente instabilidade global torna estes cortes ainda mais preocupantes. Os efeitos diretos nas crianças já começam a sentir-se em várias regiões do mundo.

Testemunho da Colômbia mostra impacto no terreno

Sebastián, 19 anos, cresceu na região do Cauca, na Colômbia, uma zona fortemente marcada por conflitos armados. Recebeu formação da UNICEF sobre os perigos dos engenhos explosivos improvisados.

"No meu município há crianças que se juntam a grupos armados com apenas 12 anos. Graças à UNICEF, consegui ter a minha própria vida. A educação abriu-me portas e permitiu-me fugir aos hábitos que vejo todos os dias entre rapazes e raparigas da minha geração, forçados a cultivar coca e a serem recrutados", relatou o jovem.

Milhões sem acesso a necessidades básicas

A UNICEF apela aos países para que mantenham o financiamento e assumam compromissos coletivos com os direitos das crianças. Sem ação urgente, mais de 11 milhões de crianças ficarão sem acesso a água e saneamento básico. Dois milhões perderão o acesso à educação.

A agência defende que a ajuda internacional deve ser prioridade, especialmente num contexto onde as ameaças às populações mais vulneráveis se multiplicam.

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