Tensão entre EUA e Irão escala com ameaças e ultimatos militares
A Guarda Revolucionária do Irão colocou os Estados Unidos perante uma escolha: aceitar um "mau acordo" ou arriscar uma operação militar considerada "impossível". A declaração, divulgada através da tel...

Guarda Revolucionária iraniana lança ultimato a Washington
A Guarda Revolucionária do Irão colocou os Estados Unidos perante uma escolha: aceitar um "mau acordo" ou arriscar uma operação militar considerada "impossível". A declaração, divulgada através da televisão estatal iraniana, marca um novo capítulo na escalada de tensões no Médio Oriente.
Segundo o serviço de informações da Guarda Revolucionária Islâmica, "a margem de manobra dos Estados Unidos na tomada de decisões diminuiu". O comunicado sugere que o Presidente norte-americano enfrenta opções limitadas face à República Islâmica.
Ameaças diretas aos porta-aviões norte-americanos
Mohsen Rezaei, antigo comandante-chefe da Guarda Revolucionária e atual conselheiro militar do líder supremo Mojtaba Khamenei, intensificou o tom das ameaças. "Os Estados Unidos são os únicos piratas do mundo com porta-aviões. A nossa capacidade de enfrentar piratas não é menor do que a nossa capacidade de afundar navios de guerra", escreveu na rede social X.
Rezaei advertiu ainda: "Preparem-se para ver os vossos porta-aviões e as vossas forças acabarem no cemitério de navios".
Movimento militar norte-americano na região
O Flightradar24, aplicação de rastreio de voos, registou no sábado um aumento invulgar de aeronaves militares dos EUA a viajarem da Europa para países do Médio Oriente. O movimento coincide com o agravamento das tensões diplomáticas.
Impasse diplomático após cessar-fogo frágil
O confronto entre Washington e Teerão mantém-se num beco sem saída desde que entrou em vigor um cessar-fogo a 8 de abril. O acordo surgiu após quase 40 dias de ataques aéreos israelitas e norte-americanos contra o Irão, seguidos de retaliações iranianas na região.
As tentativas diplomáticas não conseguiram reativar negociações diretas. O encontro realizado em Islamabade a 11 de abril não produziu resultados, com as divergências a permanecerem profundas. Os pontos de discórdia incluem o estreito de Ormuz e o programa nuclear iraniano.
Proposta iraniana recebida com ceticismo
As agências de notícias iranianas informaram que Teerão apresentou um plano de 14 pontos a Washington, transmitido através do Paquistão, com o objetivo de pôr fim ao conflito em 30 dias.
O Presidente dos EUA reagiu no sábado através da rede social Truth Social, afirmando que "vai estudar em breve" a proposta iraniana, mas demonstrou forte ceticismo quanto ao seu conteúdo.
Contexto geopolítico
O serviço de informações iraniano justificou a sua posição citando três fatores: um "ultimato" iraniano relacionado com o bloqueio norte-americano aos portos do país, e uma "mudança de tom" da China, Rússia e Europa em relação a Washington.
Enquanto isto, Israel aprovou a compra de aviões F-35 e F-15I aos Estados Unidos, e ordenou novas evacuações para além da zona que controla no sul do Líbano. A Síria emerge como corredor energético alternativo para o petróleo, numa reconfiguração do mapa estratégico regional.

























