ONU alerta para colapso iminente do controlo de armas nucleares
A Organização das Nações Unidas afirma que o controlo global de armas nucleares atravessa a pior crise desde a Guerra Fria. A declaração surge dias antes da conferência de revisão do Tratado de Não Pr...

Conferência decisiva arranca em Nova Iorque
A Organização das Nações Unidas afirma que o controlo global de armas nucleares atravessa a pior crise desde a Guerra Fria. A declaração surge dias antes da conferência de revisão do Tratado de Não Proliferação Nuclear, agendada para 27 de abril em Nova Iorque.
Christopher King, secretário-geral da conferência, reconhece que um terceiro fracasso consecutivo pode desgastar irreversivelmente o tratado. As edições de 2015 e 2022 terminaram sem consenso, expondo divisões profundas entre os Estados sobre prioridades e obrigações.
Acordos da Guerra Fria abandonados
A ONU aponta que os principais tratados de controlo nuclear foram abandonados ou expiraram. O Tratado Novo START, que limitava ogivas estratégicas entre Rússia e Estados Unidos, deixou de vigorar em fevereiro.
Esta "nova era de desconfiança" deixou o sistema internacional vulnerável. O Tratado de Não Proliferação Nuclear, em vigor desde 1970, conta com adesão quase universal. Israel, Índia e Paquistão são as únicas exceções.
Ameaças nucleares tornam-se mais frequentes
Izumi Nakamitsu, Alta Representante da ONU para os Assuntos de Desarmamento, alerta que as ameaças de uso de armas nucleares aumentam em frequência. A responsável teme que esta situação se normalize.
"Quanto mais Estados possuírem armas nucleares, maior será o risco da sua utilização acidental", sublinhou Nakamitsu em conferência de imprensa.
12.241 ogivas nucleares no mundo
O Instituto Internacional de Investigação da Paz de Estocolmo contabilizou 12.241 ogivas nucleares em janeiro de 2025. Nove países detêm arsenal nuclear: Rússia, Estados Unidos, França, China, Reino Unido, Índia, Paquistão, Israel e Coreia do Norte.
Estados Unidos e Rússia concentram 90% do total mundial. António Guterres, secretário-geral da ONU, considera que a conferência não será "uma mera formalidade burocrática" e apela a um resultado bem-sucedido para preservar a ordem nuclear mundial.

























