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Irão reabre Estreito de Ormuz e petróleo cai mais de 10%

O Irão confirmou a reabertura total do Estreito de Ormuz para embarcações comerciais durante o período de cessar-fogo. Abbas Araghchi, ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, garantiu que a naveg...

Irão reabre Estreito de Ormuz e petróleo cai mais de 10%
Panoramas — Imagem Ilustrativa

Tráfego comercial retoma após anúncio de Teerão

O Irão confirmou a reabertura total do Estreito de Ormuz para embarcações comerciais durante o período de cessar-fogo. Abbas Araghchi, ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, garantiu que a navegação seguirá rotas coordenadas pela Organização de Portos e Assuntos Marítimos do país.

A decisão teve impacto imediato nos mercados energéticos. Os preços do petróleo registaram uma queda superior a 10% após o anúncio, refletindo o alívio dos mercados perante a normalização de uma das principais artérias do comércio mundial de crude.

Trump recusa apoio da NATO

O presidente norte-americano Donald Trump rejeitou assistência da NATO para a segurança no Estreito de Ormuz. "Foram inúteis quando precisámos deles", declarou, mantendo o bloqueio naval dos EUA aos portos iranianos em pleno vigor.

Enquanto isso, França e Reino Unido preparam uma missão conjunta para proteger a liberdade de navegação no estreito. Emmanuel Macron defendeu que o projeto ganhou "ainda mais legitimidade" para consolidar a reabertura da passagem, considerada fundamental pela Itália.

Contexto regional permanece tenso

A reabertura ocorre durante uma trégua de dez dias entre Israel e Líbano, anunciada por Trump. O presidente iraniano afirmou que Israel foi forçado a aceitar o cessar-fogo, enquanto Telavive garante manter todas as posições capturadas no terreno.

O Hezbollah libanês avisou estar "com o dedo no gatilho" caso haja violações do acordo. Macron alertou que a trégua "pode já estar comprometida", apesar das celebrações de milhares de libaneses que regressaram às suas casas.

Turquia, Paquistão, Egito e Arábia Saudita preparam discussões para encontrar soluções duradouras para o conflito com o Irão, que já custou 28 mil milhões de dólares aos Estados Unidos.

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