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MUNDO

Irão propõe reabrir Estreito de Ormuz em troca de fim de bloqueio americano

O Irão apresentou uma proposta aos Estados Unidos para desbloquear o Estreito de Ormuz. A condição: Washington terá de levantar as sanções impostas ao país e pôr termo à guerra. A oferta deixa de fora...

Irão propõe reabrir Estreito de Ormuz em troca de fim de bloqueio americano
Panoramas — Imagem Ilustrativa

Teerão faz nova oferta diplomática a Washington

O Irão apresentou uma proposta aos Estados Unidos para desbloquear o Estreito de Ormuz. A condição: Washington terá de levantar as sanções impostas ao país e pôr termo à guerra. A oferta deixa de fora, para já, as discussões sobre o programa nuclear iraniano.

Duas fontes regionais confirmaram a informação à agência Associated Press. A proposta foi transmitida através do Paquistão, que assume o papel de intermediário diplomático entre as duas potências.

Trump hesita em aceitar condições iranianas

Donald Trump mostra-se pouco recetivo à oferta de Teerão. A Casa Branca confirma que o presidente norte-americano debateu a proposta iraniana com os seus conselheiros de segurança nacional. Uma reunião de crise sobre o dossiê iraniano está agendada para segunda-feira.

O ministro dos Negócios Estrangeiros do Irão, Abbas Araghchi, afirma que os EUA procuram diálogo porque "não alcançaram nenhum dos seus objetivos". Segundo o diplomata iraniano, a estabilidade no Golfo Pérsico depende de "garantias credíveis" de segurança para o Irão.

Conflito mantém tensão nos mercados

O petróleo Brent ultrapassou os 108 dólares por barril, apesar da abertura de canais negociais. Empresas antecipam uma subida de custos de 5,8% e um aumento de preços na ordem dos 3,5%.

Enquanto decorrem as negociações, Israel mantém as operações militares. Bombardeamentos no sul do Líbano fizeram quatro mortos. As forças israelitas anunciaram ainda ataques a posições do Hezbollah no Vale do Bekaa, a leste do Líbano.

Hezbollah recusa negociar diretamente com Israel

O Hezbollah rejeitou "categoricamente" qualquer negociação direta com Israel. O ministro da Defesa israelita acusa o líder do grupo xiita libanês de "brincar" com a situação.

O presidente libanês dirigiu duras críticas ao Hezbollah, classificando como "traição" arrastar o país para um conflito alargado.

Moscovo e ONU apelam à paz

A Rússia garantiu que fará "tudo" para trazer a paz ao Médio Oriente. O secretário-geral da ONU, António Guterres, criticou um "estado de amnésia coletiva" que levou a novas ameaças à segurança regional.

Teerão afirma ter mais de 30 milhões de voluntários disponíveis para integrar uma eventual ofensiva contra os Estados Unidos, num claro sinal de que a República Islâmica está preparada para escalar o conflito caso as negociações falhem.

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