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MUNDO

Irão propõe fim de conflito em 30 dias com plano de nove pontos

O Irão enviou aos Estados Unidos um plano com nove pontos que prevê encerrar o conflito no Médio Oriente em apenas 30 dias. A proposta surge como resposta à sugestão norte-americana de um cessar-fogo ...

Irão propõe fim de conflito em 30 dias com plano de nove pontos
Panoramas — Imagem Ilustrativa

Teerão apresenta plano alternativo a Washington

O Irão enviou aos Estados Unidos um plano com nove pontos que prevê encerrar o conflito no Médio Oriente em apenas 30 dias. A proposta surge como resposta à sugestão norte-americana de um cessar-fogo com duração de dois meses, segundo revelou a agência Tasnim, ligada à Guarda Revolucionária iraniana.

A iniciativa iraniana reduz o prazo proposto por Washington e apresenta exigências concretas para alcançar a paz na região.

Principais exigências do plano iraniano

Entre os pontos centrais da proposta destaca-se a exigência de garantias de não-agressão por parte dos Estados Unidos. Teerão reclama ainda a retirada das forças militares norte-americanas das áreas próximas do território iraniano.

O plano inclui o fim do bloqueio naval, a libertação dos bens iranianos que se encontram congelados e o pagamento de indemnizações. A proposta prevê também o levantamento das sanções económicas e o fim das operações militares em todas as frentes, incluindo o Líbano.

Um novo mecanismo para a gestão do Estreito de Ormuz faz igualmente parte das condições apresentadas. O Irão aguarda agora uma resposta oficial dos Estados Unidos, transmitida através de países mediadores.

China bloqueia sanções norte-americanas

Pequim tomou medidas para neutralizar as sanções impostas por Washington a cinco empresas chinesas. As autoridades chinesas acusam os Estados Unidos de violarem o direito internacional ao aplicar restrições devido a alegadas ligações dessas empresas ao comércio de petróleo iraniano.

O Ministério do Comércio chinês emitiu uma ordem que proíbe pessoas e entidades no país de cumprir, reconhecer ou executar as sanções norte-americanas. A medida, conhecida como "blocking ban", visa impedir que empresas ou indivíduos colaborem na aplicação das restrições.

Pequim defende comércio legítimo

As autoridades chinesas argumentam que as sanções de Washington interferem nas "atividades comerciais normais" entre empresas chinesas e países terceiros. Pequim reforçou recentemente o quadro jurídico contra a aplicação extraterritorial de leis estrangeiras, ampliando em abril a capacidade de contrariar sanções adotadas por outros países.

A China mantém a oposição a sanções unilaterais sem o apoio das Nações Unidas e sublinha que a medida não compromete as obrigações internacionais do país.

Na semana passada, Washington sancionou dezenas de entidades e indivíduos por alegada participação em redes financeiras ligadas ao petróleo iraniano. Entre as empresas afetadas encontram-se várias refinarias e grupos petroquímicos chineses, acusados pelos Estados Unidos de comercializar petróleo iraniano que financia atividades militares da República Islâmica.

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