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Irão exige fim do bloqueio aos portos para avançar com negociações com Washington

O Presidente iraniano, Pezeshkian, voltou a afirmar que o bloqueio aos portos iranianos impede qualquer avanço nas conversações com os Estados Unidos. A posição foi reforçada depois de Donald Trump te...

Irão exige fim do bloqueio aos portos para avançar com negociações com Washington
Panoramas — Imagem Ilustrativa

Teerão insiste na abertura do Estreito de Ormuz

O Presidente iraniano, Pezeshkian, voltou a afirmar que o bloqueio aos portos iranianos impede qualquer avanço nas conversações com os Estados Unidos. A posição foi reforçada depois de Donald Trump ter anunciado o prolongamento do cessar-fogo temporário.

Nas redes sociais, Pezeshkian deixou claro que o Irão está disponível para o diálogo, mas que "o incumprimento dos compromissos, o bloqueio e as ameaças são os principais obstáculos a negociações genuínas". O líder iraniano acusou ainda Trump de manter uma "retórica hipócrita" com contradições entre discurso e ações.

Parlamento iraniano alinha com a posição presidencial

Mohammad Bagher Qalibaf, presidente do Parlamento iraniano, seguiu a mesma linha. Defendeu que um cessar-fogo só terá valor real quando o bloqueio naval terminar e a "beligerância sionista" cessar.

"A abertura do Estreito de Ormuz não é possível com uma violação flagrante do cessar-fogo", escreveu Qalibaf, rejeitando que Washington e Tel Aviv consigam os seus objetivos "através da intimidação".

Paquistão medeia processo diplomático

Trump anunciou a 08 de abril um cessar-fogo temporário, que foi prorrogado esta terça-feira a pedido do Paquistão, país que está a mediar as conversações. Apesar do anúncio, o bloqueio ao Estreito de Ormuz mantém-se ativo.

Teerão tinha levantado as restrições de trânsito na zona a 17 de abril, após a confirmação de um cessar-fogo no Líbano. Mas voltou a impô-las quando ficou claro que o bloqueio aos portos iranianos continuava em vigor.

O recente ataque e apreensão de navios iranianos na região são apontados por Teerão como motivos para não participar nas negociações previstas em Islamabade. As autoridades iranianas consideram estas ações violações diretas do cessar-fogo acordado.

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