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MUNDO

Amnistia Internacional exige cessar-fogo regional no Médio Oriente

A Amnistia Internacional apela a um cessar-fogo regional duradouro e abrangente no Médio Oriente, que inclua todos os países envolvidos no conflito. A organização considera que as atuais tréguas entre...

Amnistia Internacional exige cessar-fogo regional no Médio Oriente
Panoramas — Imagem Ilustrativa

Portugal deve cessar apoio militar aos EUA

A Amnistia Internacional apela a um cessar-fogo regional duradouro e abrangente no Médio Oriente, que inclua todos os países envolvidos no conflito. A organização considera que as atuais tréguas entre Estados Unidos e Irão, e entre Israel e Líbano, são frágeis e insuficientes.

A ONG de direitos humanos defende que Portugal tem responsabilidade moral neste conflito. O país deve cessar de imediato qualquer apoio militar aos Estados Unidos que possa facilitar violações do direito internacional.

Situação permanece crítica para civis

Apesar da redução das hostilidades, a Amnistia alerta que o momento continua crítico para a população civil. Os acordos atuais são temporários e podem colapsar a qualquer instante, colocando milhões de vidas em risco.

No estreito de Ormuz, EUA e Irão mantêm trocas de ameaças e realizam ataques a navios. No Líbano, o cessar-fogo trouxe apenas uma redução parcial das hostilidades. As forças israelitas continuam em território libanês e impedem o regresso de residentes a dezenas de aldeias fronteiriças.

Ataques ilegais e ameaças de genocídio

A organização classifica os ataques dos EUA e Israel ao Irão, ocorridos a 28 de fevereiro, como ilegais. Estas ações violaram a proibição do uso da força prevista na Carta das Nações Unidas.

Desde então, mais de 5.000 pessoas morreram. Todas as partes envolvidas - EUA, Israel, Irão e Hezbollah - lançaram ataques ilegais que demonstram desprezo pela vida humana. A Amnistia destaca as ameaças do Presidente norte-americano de "aniquilar uma civilização inteira" no Irão, considerando-as promessas de crimes de guerra e genocídio.

Conflito alastrou a 12 países

O conflito já se estendeu a 12 países, colocando em risco milhões de civis. Os ataques devastaram habitações e infraestruturas essenciais, prejudicaram o ambiente e provocaram choques económicos sentidos globalmente.

Agnès Callamard, secretária-geral da Amnistia Internacional, sublinha que a comunidade internacional deve estabelecer uma linha vermelha. Um cessar-fogo sustentável exige a cessação total das hostilidades por todas as partes, em todos os territórios afetados.

Segundo Callamard, apenas um cessar-fogo duradouro pode proteger os civis e abrir caminho para segurança de longo prazo, proteção dos direitos humanos e justiça na região - incluindo Irão, Líbano, Israel, Territórios Palestinianos Ocupados e Estados do Golfo Pérsico.

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