Governador do Banco de Portugal obrigado a vender ações da Galp e Jerónimo Martins
O governador do Banco de Portugal, Álvaro Santos Pereira, foi forçado a desfazer-se de ações da Galp Energia e da Jerónimo Martins após o Banco Central Europeu (BCE) ter considerado as compras ilegais...

Transações violaram código de conduta do BCE
O governador do Banco de Portugal, Álvaro Santos Pereira, foi forçado a desfazer-se de ações da Galp Energia e da Jerónimo Martins após o Banco Central Europeu (BCE) ter considerado as compras ilegais. As transações violaram o código de conduta aplicável aos altos responsáveis da banca central da zona euro.
As aquisições ocorreram em dezembro de 2025, apenas dois meses depois de Santos Pereira ter assumido funções. O economista comprou títulos da Galp a 17 de dezembro e da Jerónimo Martins a 29 de dezembro. Cada uma das operações não terá ultrapassado os 50 mil euros, segundo avança o jornal Público.
Declaração ao BCE revelou compras
Em janeiro de 2026, o governador entregou a declaração de interesses obrigatória ao BCE, onde constavam as aquisições. Após análise em Frankfurt, a instituição europeia determinou que as transações infringiam as regras em vigor.
O código de conduta do BCE proíbe expressamente a compra de ações por governadores dos bancos centrais da zona euro e outros altos responsáveis. Esta norma visa evitar potenciais conflitos de interesse e garantir a independência das decisões de política monetária.
Ações da Galp em queda quando foram compradas
Quando Santos Pereira adquiriu os títulos da Galp, a petrolífera enfrentava uma desvalorização bolsista. A queda estava relacionada com um negócio na Namíbia que envolvia a troca de participações em poços petrolíferos.
O Banco de Portugal confirmou ao Público o reforço do investimento em ações das duas cotadas portuguesas. Álvaro Santos Pereira tomou posse como governador a 6 de outubro de 2025, sucedendo a Mário Centeno no cargo.
A declaração de interesses entregue ao BCE é um documento onde os governadores devem revelar informações sobre atividades fora do banco central, interesses financeiros e eventuais conflitos de interesse.



























